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Pandemics and Art in the Anthropocene

Reflecting on our role as agents of culture in pandemic times and other news from Boomland


ENGLISH VERSION / VERSÃO PORTUGUESA AQUI



 

“Men are so quick to blame the gods: they say that we devise their misery. But they themselves - in their depravity - design grief greater than the griefs that fate assigns.” (Homer)


 

“Unprecedented times”. “The worst pandemic of our lives.” “A lesson from Nature”. “The biggest crisis in the last century”. “Respect the rules”. “The new normal”. “An opportunity for change”...

These are proclaimed all over the world. The Covid-19 pandemic is marking all of our lives, simultaneously. This phenomenon shall be remembered by each of us on Earth.

This the first pandemic of our generation. Pests, plagues, epidemics and pandemics: the Anthropocene is full of those. Justinian Plague; the Malta Fever; the Antonine Plague; the Spanish Flu; AIDS; Sifilis; Tuberculosis; Typhus; the Great Plague of Marseille; Ebola; the Black Plague...

Throughout the ages, pests would eco as a divine or natural punishment - coming from a God, gods or Nature. As centuries went by, medicine, hygiene and science took their place. Today, doctors and scientists are the Oracles of Delphi of the pandemic. One element remains constant: art is always present, portraying experiences like an instrument of catharsis and eternisation of troubled times.

Sophocles, Michael Sweerts, Boccaccio, Geoffrey Chaucer, Alexandre Dumas fils, the movie “Philadelphia” and, already due to Covid-19, the book “Cidade Suspensa – Lisboa em Estado de Emergência” (portuguese for Suspended City - Lisbon in a State of Emergency) of Miguel Valle de Figueiredo and Bruno Vieira do Amaral are some examples that portray the impact of diseases in the Anthropocene. 

 

 


A MORE BEAUTIFUL AND FUNCTIONAL BOOMLAND
 

Festivals will have a role to play in regards to Covid-19. We are working towards making it happen in 2021 all the while being aware that the context can improve or worsen. History certainly teaches that pandemics are temporary and that art and culture play a crucial role in pointing out directions in troubled times.

In that sense, we’ve had a busy summer of work at Boomland, improving the land to welcome the community in the next edition. You can GO HERE to watch a video about what we’ve been doing. If you want a more spatial perspective, we invite you to check out this map depicting all that’s been done along these past few months. 

 

 

BOOM FESTIVAL BAZAAR
 

The pandemic motivated us to launch Boom Festival Bazaar. A new community of artists, craftspeople and indie brands is now brought together on an online marketplace. Each acquisition directly supports the community members and a fee on purchases is applied partly to funding the project and another part donated to a wildlife recovery center. 

Learn more about the Bazaar; your purchase supports Boom Bazaar, Boom Festival, and a whole independent community that lives in uncertain times. Thank you so much for taking part. Join this community. #ChooseTomorrow 

 

 

BOOM PRODUCTIONS: SUPPORTING CULTURE DURING COVID-19 
 

Not only is art a constant in the Anthropocene, as is cultivating knowledge in the 23 years that Boom Festival has been existing. In this pandemic, we contribute towards opinion forming and a civic culture based on independent information. 

In the upcoming months we’ll keep publishing informative contents such as the Boom Toolkit for Covid-19, PodQuests and Ravesilience broadcasts as well as keeping the spirit of celebration alive through the collaborative project Unite


The year of 2020 will remain marked as the year of Covid-19. Tales of apocalypse and hope abound throughout the Anthropocene. Art has been our mediator and festivals cannot resign from their purpose of positively transforming people.

In 2020 we’ve all been shaken by a worldwide contamination which must lead us to reflection and to fighting for our beliefs: “For one who observes and thinks, it is important to understand how this situation will change the way human beings face this and other problems. Climate, their relationship with animals. Problems that force us to change.” (António Damásio)

Com Amor.

 

VERSÃO PORTUGUESA

 

PANDEMIAS E ARTE NO ANTROPOCENO  
 

“Os humanos sempre criticam os deuses pelos seus sofrimentos. Mas sofrem a dor na sua sorte, por causa da sua própria imprudência” (Homero)

 

“Tempos sem precedentes”. “A pior pandemia das nossas vidas”. “Uma lição da natureza”. “Um prenúncio das alterações climáticas”. “Respeitem as regras”. “O novo normal”. “Uma oportunidade para a mudança”...

São frases que se repetem por todo o mundo. A pandemia Covid-19 marca as vidas de todos em simultâneo, ninguém que esteja vivo neste preciso momento na Terra irá esquecer este fenómeno.

É a primeira pandemia da nossa geração. De pestes, pragas, epidemias e pandemias está o Antropoceno repleto: Peste de Justiniano; Febre de Malta; Praga Antonina/ Praga de Galeno; Gripe Espanhola; SIDA; Sífilis; Tuberculose; Tifo; Peste de Marselha; Ébola;Peste Negra… São inúmeros os momentos onde nos confrontámos com a nossa finitude pela ameaça de seres microscópicos. 

Ao longo dos tempos as pestes traziam ecos de punição divina ou natural (Deus, deuses, Natureza). Com o avançar dos séculos a medicina, os cuidados de higiene e a ciência tomaram o seu lugar. Hoje os médicos e cientistas são os oráculos de Delfos da pandemia. Há um elemento constante: a arte sempre presente retratando vivências, qual instrumento de catarse e eternização de tempos conturbados.

Sófocles, Michael Sweerts, Boccaccio, Geoffrey Chaucer, Alexandre Dumas Filho, o filme “Philadelphia” e, já devido à Covid-19, o livro “Cidade Suspensa – Lisboa em Estado de Emergência” de Miguel Valle de Figueiredo e Bruno Vieira do Amaral, são alguns exemplos dos retratos do impacto de doenças no Antropoceno. 

 

 


A BOOMLAND MAIS BONITA E FUNCIONAL
 

Os festivais terão um papel a cumprir acerca da Covid-19. Nós estamos a trabalhar para a realização em 2021 tendo consciência de que o contexto pode melhorar ou piorar.  Certo é que a história nos ensina de que as pandemias são temporárias e que a arte e cultura têm um papel crucial no apontar de direcções em tempos conturbados. 

Nesse sentido tivemos um Verão com muito trabalho na Boomland: dotando-a de melhoramentos para receber a comunidade na próxima edição. Poderão ver AQUI um vídeo sobre o que fizemos e se quiserem uma perspectiva mais espacial sugerimos este mapa com tudo o que foi feito ao longo dos últimos meses.

 


BOOM FESTIVAL BAZAAR
 

A pandemia motivou-nos a lançar o Boom Festival Bazaar. Uma nova comunidade de artistas, artesãos e marcas independentes juntos num marketplace digital. Cada aquisição apoia directamente os participantes, uma comissão reverte para o  projecto e para uma organização de recuperação de animais selvagens. 

Podes saber mais sobre como funciona o Bazaar; a tua compra é um apoio ao Boom Bazaar, ao Boom Festival e a toda uma comunidade independente que vive tempos de incerteza. Muito obrigado pela tua participação. Junta-te a esta comunidade. #ChooseTomorrow.

 

PRODUÇÕES BOOM: APOIAR A CULTURA NO COVID-19
 

Não apenas a arte é uma constante do Antropoceno, como cultivar conhecimento é permanente nos 23 anos de existência do Boom Festival. Nesta pandemia, contribuímos para a formação de opinião e uma cultura cívica de informação independente. 

Iremos continuar nos próximos meses a publicação de conteúdos informativos tais como o Boom Toolkit for Covid-19, as emissões de Podquests, Ravesilience assim como mantendo a celebração viva através do projecto colaborativo Unite.

 


2020 ficará marcado como o ano da Covid-19. Ao longo do Antropoceno os relatos de apocalipse e esperança abundam, a arte tem sido nossa mediadora e os festivais não poderão demitir-se da sua função de transformar pessoas no sentido positivo.

Neste ano todos fomos abanados por um contágio mundial que deve fazer-nos reflectir e lutar pelo que acreditamos: “Para quem observa e pensa, é importante perceber como esta situação vai mudar a forma como os seres humanos enfrentam este e outros problemas. O clima, a relação com os animais. Problemas que nos obrigam a mudar”. (António Damásio)

Com Amor.